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AlfaDente lança campanha para doação de sangue

A AlfaDente Planos Odontológicos lançou para este ano uma campanha de incentivo à doação de sangue em Itu. O objetivo é incentivar dentistas e outros profissionais da saúde a fazerem a doação e ajudar a abastecer o banco de sangue do Hospital Sanatorinhos de Itu...
 
Confira a entrevista que o Dr. Milton Raymundini concedeu ao site Seguros.inf.br

Dr. Milton, Diretor da AlfaDente, concedeu uma entrevista ao portal www.seguros.inf.br. Ele falou sobre diversos temas, entre eles a periodicidade para ir ao dentista. A entrevista foi feita pela Tatiane Vale. Leia a matéria completa!


 
Segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Ronco e apneia: odontologia pode auxiliar o tratamento

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma doença de alta morbidade que precisa ser diagnosticada por médico com especialização em Medicina do Sono. O tratamento mais eficaz contra a doença é o aparelho de pressão contínua de ar chamado CPAP, às vezes, não aceito por ser considerado desconfortável. Diante dos benefícios proporcionados pelo aparelho, ou seja, uma verdadeira boa noite de sono e descanso, alguns se esforçam e acabam se adaptando.
Outros, no entanto, não se ajeitam com a máscara de ar que deve permanecer no rosto durante o descanso noturno. Alternativa ainda pouco utilizada para substituir o Cpap é o aparelho intraoral específico para ronco e apneia. O tratamento é acompanhado por dentista especializado, “mas este profissional não pode e não deve ser o único a tratar o paciente”, enfatiza Débora de Oliveira, especialista em Odontopediatria pela USP e doutoranda em Neuro-sono pela Unifesp. “É mais produtivo um trabalho em conjunto, entre dentistas e médicos, que podem ser neurologistas, otorrinolaringologistas, cardiologistas, desde que sejam especialistas em distúrbios do sono, e até nutricionistas, para elaborar dietas para redução de peso corporal, por exemplo”, alerta.
O aparelho intraoral , explica Débora, é indicado para apneias leves e moderadas e também para quem não se adapta à máquina de pressão de ar. “Mas é importante frisar que o Cpap é o padrão ouro de tratamento no caso de apneia severa. Ainda é o mais eficaz”, ressalta, “mas muitos não (toleram) o desconforto e jovens acham trabalhoso transportar o aparelho, usado para toda a vida”. A eficácia do aparelho encaixado nos dentes, que reposiciona a mandíbula, gira em torno de 80% a 90%, afirma a profissional, com resposta rápida e efetiva para o ronco. É preciso cuidado, porque é necessário corrigir também a apneia.
Há aspectos que favorecem o sucesso dos tratamentos e conforme Débora os dentistas que realizam esse trabalho precisam se comprometer a esclarece-los. Medidas como controlar peso, dormir em posição adequada - decúbito lateral é a mais indicada - e evitar álcool, cigarros e sedativos, que aumentam o relaxamento do corpo durante o sono, são medidas que influenciam para o efeito positivo do uso do aparelho intraoral e que não podem ser abandonadas ao longo da vida. É dever também do profissional alertar sobre os possíveis efeitos colaterais, entre estes salivação em excesso ou boca seca, desconforto muscular, desconforto na articulação e dificuldade de fechar a boca e morder pela manhã. “São temporários e alguns pacientes nem chegam a sentir nenhum desses incômodos”, comenta Débora.
Como não existe evidência científica para tratamento medicamentoso ou cirúrgico contra a apneia obstrutiva, o uso do Cpap ou do aparelho intraoral vai acompanhar o sono do paciente para o resto da vida. Existem mais de 50 tipos de aparelho e Débora destaca que os profissionais que vão lidar com esse tratamento devem saber fazer os ajustes necessários para diminuir os efeitos colaterais, além de conhecer os distúrbios do sono para poder trabalhar em conjunto com o médico do paciente.
Como chegar ao dentista
Aos sinais de ronco, sonolência excessiva diurna e apneia observada, é indicado procurar por médico que tenha formação específica em sono. É o médico que, após constatação do grau de apneia, analisado em exame chamado Polissonografia, encaminha o paciente para o dentista. Estes, por sua vez, podem pedir diagnósticos auxiliares - telerradiografia e tomografia por feixe cônico - para complementar a avaliação. “Algumas situações impedem o uso do aparelho intraoral, como falta de dentes, disfunção grave da ATM e doença periodontal ativa, o que deixa os dentes sem suporte”, conta Débora.
Após a instalação do aparelho, o dentista deverá fazer a titulação, que consiste em encontrar a posição ideal para que aconteça o reposicionamento adequado da mandíbula. Esse processo pode levar de 4 a 6 meses. “Inicialmente as visitas ao dentista são semanais, depois quinzenais, mensais, até o término da titulação do aparelho. O dentista então reencaminha o paciente para o médico, que realiza nova Polissonografia para analisar o efeito do tratamento e a redução da apneia. “Se o tratamento não surtir efeito, o jeito é usar o Cpap”, avisa Débora. Após a reavaliação médica, e constatação do controle da apneia, o paciente deve retornar ao dentista a cada seis meses para ver se o aparelho não está provocando danos aos dentes e para fazer adaptações conforme as mudanças naturais que ocorrem nos dentes.
O que é a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono?
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono engloba etapas desde o ronco, o aumento de resistência das vias aéreas, uma redução na entrada de ar (hipopneia) até a cessação da entrada de ar por no mínimo 10 segundos (apneia). Um dos sintomas que mais incomodam - quem está ao lado - é o ronco, mas é a sonolência excessiva diurna, déficits de memória, concentração e atenção e ainda o impacto no sistema cardiovascular que mais preocupam e fazem a doença ser tratada como problema de saúde pública em alguns países, entre eles os Estados Unidos, como relata Débora. Pesquisas comprovam, por exemplo, que muitos acidentes no trânsito e no trabalho acontecem porque motoristas e trabalhadores dormiram enquanto praticavam as ações - e muitos deles tinham uma noite de sono que talvez nem soubessem que foi mal dormida. “Apneia é quando o indivíduo fica sem respirar por no mínimo 10 segundos, várias vezes por hora e por noite de sono", explica a dentista.
Durante o sono há um relaxamento progressivo e fisiológico das vias aéreas. Em indivíduos predispostos, ocorre o colapso dessas vias aéreas. Vários aspectos podem influenciar esse colapso: características anatômicas de vias aéreas e craniofaciais, alterações neuro-musculares, respostas reflexas individuais, excesso de peso levando ao aumento de gordura na região do pescoço, prejudicando o posicionamento ao dormir. Essas questões devem ser pesquisadas por médico especializado em Medicina do Sono. Apneia é considerada severa se em uma hora houver acima de trinta eventos de obstrução. Entre 15 a 30 por hora é considerada apneia moderada, de 5 a 15 é considerada leve e até 5 por hora é normal.
Mas essa conclusão não pode ser obtida a ’olho nu’, por leigos. O diagnóstico da apneia é emitido após o exame de Polissonagrafia, em que o paciente passa um noite monitorado por eletrodos. “O exame é bem detalhado e a qualidade do sono vai ser observada”, avisa Débora. “Essa é uma doença multifatorial, de causas anatômicas e neurofuncionais que pedem abordagens diferentes para cada indivíduo, com respostas também diferentes aos tratamentos”, complementa.
Os distúrbios do sono
São inúmeros os distúrbios do sono. E dentre os oito itens da Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono da Academia Americana dos Distúrbios do Sono, estão os distúrbios respiratórios relacionados ao sono. “Estudos indicam que de 2% a 4% dos adultos sofrem com com problemas respiratórios do sono. Mas um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na cidade de São Paulo, encontrou prevalência de 30% dos adultos sofrendo com esses males”, informa Débora.
Crianças e adultos têm reações bem distintas à apneia. Sono agitado, ruído respiratório e hiperatividade, justamente para driblar a sonolência, são apenas alguns dos sintomas que aparecem nas crianças. Nos adultos, a sonolência excessiva diurna, o ronco e a apneia observada são indicadores da necessidade de se procurar um médico. Como o problema é amplo e complexo, os distúrbios resultam em déficits de atenção, de concentração e de memória, além de problemas cardiovasculares, podendo levar à morte.


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul



 
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